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Das línguas, escritas e comunicação

As línguas de Calimera são resultados históricos de migração, contato, isolamento, poder, rito, trabalho e transformação social.

  • língua natural: sistema humano ou dracônico transmitido por comunidades;
  • registro especializado: variedade construída ou selecionada para uma função;
  • sistema de escrita: tecnologia de representação, não a língua em si;
  • comunicação multissensorial: mensagem distribuída entre canais corporais diferentes;
  • comunicação mental: infraestrutura ritual limitada, não leitura irrestrita;
  • Verbo: linguagem ontológica de acesso ao Grande Mecanismo, não família linguística comum.

Inspirações terrestres orientam a estética de criação, mas não existem dentro de Calimera. Uma língua calimeriana não deve ser apresentada como idioma terrestre com outro nome.

Esta página reúne 9 verbetes diretamente relacionados. Os endereços antigos continuam válidos e conduzem à seção correspondente.

Fala, escrita, gesto, tecnologia assistiva e representação escolhida.

Participação comunicativa não pode depender de um único canal.

  • fala;
  • escrita;
  • gesto;
  • toque;
  • sinal visual;
  • ritmo;
  • tecnologia assistiva;
  • representante escolhido;
  • comunicação mental consentida;
  • tradução multissensorial.

Em Kyronis, comunicação mental nunca é requisito de cidadania ou participação. Em Teku Apyka, diferenças corporais exigem tradução entre capacidades sensoriais e motoras.

Incapacidade de usar uma forma não prova ausência de linguagem, razão ou relação.

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Língua, arquivo, administração e violência colonial.

A colonização opera também por linguagem.

  • impor língua administrativa;
  • substituir topônimos;
  • exigir tradução juramentada controlada pelo colonizador;
  • criminalizar línguas de rota;
  • monopolizar arquivo;
  • tratar variedade local como erro;
  • apagar autoria;
  • separar famílias por registro censitário.

A administração colonial averniana usou documento, licença e registro para controlar circulação em Ñalura. A Revolução encerrou o governo colonial efetivo, mas vocabulário jurídico, arquivos e hábitos de tradução podem permanecer.

Presença de empréstimos coloniais não prova aceitação da colonização. Recuperar uma língua também não exige fingir que o contato nunca ocorreu.

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Contato histórico, empréstimos, tradução e repertórios plurais.

Calimera é estruturalmente multilíngue.

  • empréstimos;
  • calques;
  • línguas mistas;
  • registros profissionais;
  • pronúncias regionais;
  • escrita compartilhada;
  • mudança de prestígio;
  • alternância de código;
  • perda ou revitalização.

Multilinguismo não exige domínio igual de todas as variedades. Uma pessoa pode compreender uma língua de rota e escrever apenas na língua administrativa.

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Famílias, alfabetos, gramáticas e registros ainda incompletos.

  • fonologias das famílias naturais;
  • gramáticas comparadas;
  • alfabetos intradiegéticos;
  • textos paralelos;
  • história de mudanças sonoras;
  • topônimos e endônimos;
  • terminologias científicas regionais;
  • línguas de Tavakea e Norðvarar além do vocabulário ritual;
  • quatro ramos modernos de Zarqād;
  • variedades de Namar-Anšar;
  • línguas dracônicas por corpo, região e canal;
  • posição histórica do Dairvat.

Não preencher lacuna com cópia direta da inspiração terrestre. O vazio deve permanecer visível até existir decisão linguística.

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Categorias linguísticas usadas na seção.

Uma língua pode conter dialetos regionais, variedades sociais, registros profissionais e formas litúrgicas.

Registro é uma seleção de vocabulário, estrutura e convenção para determinada situação:

  • jurídico;
  • técnico;
  • comercial;
  • ritual;
  • acadêmico;
  • marítimo;
  • diplomático;
  • doméstico.

Uma língua pode usar mais de um sistema de escrita. Um mesmo alfabeto também pode representar línguas diferentes.

A distinção entre língua e dialeto não é apenas estrutural. Pode refletir poder, escolarização, identidade, colonização e reconhecimento institucional.

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Línguas de circulação inter-regional sem idioma mundial único.

Nenhuma língua é franca mundial exclusiva.

  • averniano comercial: contratos pesados, indústria e documentação material;
  • nalúrico de rota: portos, navegação e circulação fluvial;
  • tahyrano técnico: obeliscos e manutenção de rede;
  • iškariano acadêmico: magia formal, arquivo e terminologia técnica.

Outras variedades podem dominar localmente:

  • Sengari em representação externa;
  • língua técnica zarqádica em cooperação continental;
  • registros dracônicos em Teku Apyka;
  • Dairvat em documentação ontológica especializada.

O domínio de uma língua franca não concede autoridade sobre quem depende dela.

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Famílias, línguas, ramos e alcances consolidados.

Família ou tradiçãoLínguas e alcance
IškarianaIškar antigo; vocabulário técnico preservado na magia, Academia e nomes divinos
AvernianaRamos Héskeres e Êxules; língua jurídica, industrial e comercial de Avernos
NalúricaContinuum Yryma–Parana–Yvyra–Ñalura; variação fluvial e marítima
ItzamáricaMiztlān, Tletlān e Itzama; estratos rituais do norte, sul e centro
TahyranaCamadas Taqariit, Venariit, Aputariit e Êxule; escrita musical e alfabética
KyronianaRamos Shenjin e Kairin reunidos; relações e posição recebem destaque gramatical
ZarqádicaDescende do anšarita tardio; quatro ramos modernos e língua técnica compartilhada
SenkarianaLínguas de Karim, Neshem e Sengari; tradições Haimakéroi e multilinguismo institucional
DracônicaFamília própria de Calimera, de matriz tupi-guarani autoral; não é tupi literal
TavakeaTradição insular com léxico filosófico de matriz proto-polinésia autoral; classificação completa aberta
NorðvararTradição setentrional preservada em cantos, títulos e vocabulário de custódia; classificação completa aberta
DairvatLíngua construída relacional e registro ontológico especializado; filiação intradiegética ainda aberta

As famílias não correspondem automaticamente a Estados. Migração, diáspora, religião, profissão e rota atravessam fronteiras.

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Ortografia, ensino, arquivos e legitimidade.

Padronizar pode facilitar ensino, impressão, arquivo e tradução. Também pode apagar diversidade.

  • escola;
  • Academia;
  • tribunal;
  • comunidade;
  • casa religiosa;
  • ordem de tradução;
  • conselho de rota;
  • arquivo;
  • compilador;
  • autor de referência.

Uma norma deve declarar:

  1. quem a promulgou;
  2. para qual função;
  3. em qual período;
  4. quais variedades inclui;
  5. quais formas não pretende invalidar.

O Dairvat RC3 é normativo para sua linha de desenvolvimento. Isso não torna sua ortografia latina um alfabeto histórico já existente dentro do mundo.

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Limites da tradução entre línguas, corpos e ontologias.

Tradução não é substituição mecânica de palavras.

  • conceitos sem equivalente;
  • diferenças de valência;
  • títulos sem gênero;
  • informação expressa por posição, ritmo ou gesto;
  • registros jurídicos incompatíveis;
  • termos cosmológicos;
  • nomes próprios;
  • memória transmitida mentalmente;
  • canais sensoriais ausentes em outro corpo.

  • empréstimo;
  • explicitação;
  • paráfrase;
  • glosa;
  • equivalência funcional;
  • transliteração;
  • descrição multissensorial;
  • manutenção do termo original.

Uma tradução deve declarar quando perde informação.

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