Pular para o conteúdo

Colonização e apagamento linguístico

A colonização opera também por linguagem.

  • impor língua administrativa;
  • substituir topônimos;
  • exigir tradução juramentada controlada pelo colonizador;
  • criminalizar línguas de rota;
  • monopolizar arquivo;
  • tratar variedade local como erro;
  • apagar autoria;
  • separar famílias por registro censitário.

A administração colonial averniana usou documento, licença e registro para controlar circulação em Ñalura. A Revolução encerrou o governo colonial efetivo, mas vocabulário jurídico, arquivos e hábitos de tradução podem permanecer.

Presença de empréstimos coloniais não prova aceitação da colonização. Recuperar uma língua também não exige fingir que o contato nunca ocorreu.