Dos povos mortos
Esta seção reúne povos que deixaram de existir como coletividades históricas independentes.
A expressão povo morto não significa necessariamente que todos os seus integrantes tenham sido exterminados.
Um povo pode morrer historicamente quando:
- sua identidade coletiva deixa de ser transmitida;
- sua sociedade se fragmenta;
- seus descendentes formam outros povos;
- suas instituições desaparecem;
- sua língua deixa de possuir uma comunidade própria;
- sua organização é absorvida por sociedades posteriores.
Vestígios podem permanecer durante milênios.
Ishkar foi uma sociedade central para o desenvolvimento da Ordem, da Magia, da Máquina e de tradições técnicas que influenciaram povos posteriores.
Sua queda produziu dispersões, refugiados e diásporas que participaram da formação de outras sociedades.
Kishar surgiu no contexto posterior à queda de Ishkar e pertence à história das grandes reorganizações que seguiram a guerra civil ishkariana.
Sua identidade histórica não permanece como um povo vivente independente no período atual.
Anshar também surgiu da reorganização posterior à queda de Ishkar.
Sua história, religião, isolamento e destruição deixaram vestígios entre sociedades posteriores, mas Anshar não permanece como povo independente.
Da sobrevivência dos vestígios
Seção intitulada “Da sobrevivência dos vestígios”Um povo morto pode permanecer presente por meio de:
- descendentes;
- ruínas;
- arquivos;
- religiões;
- línguas;
- técnicas;
- objetos;
- instituições;
- traumas;
- reivindicações políticas;
- memórias incompletas.
A morte de um povo não encerra automaticamente seus efeitos sobre o presente.