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Kišar

Classificação: povo morto; antigo Estado sucessor de Iškar.

Orientação histórica: via mágica.

Desfecho: desastre relacionado à produção de Chamas das Almas artificiais.

Kišar surgiu da queda de Iškar.

Entre os grandes grupos formados depois da guerra civil, Kišar preservou e desenvolveu principalmente a via mágica.

Isso não significa que tenha abandonado toda tecnologia.

Significa que a magia ocupou posição central em:

  • pesquisa;
  • poder;
  • instituições;
  • projetos de transformação;
  • compreensão da vida;
  • tentativa de superar limites ontológicos.

Kišar herdou de Iškar:

  • conhecimentos mágicos;
  • sistemas de classificação;
  • arquivos;
  • ambições de controle;
  • técnicas de experimentação;
  • a crença de que a realidade poderia ser compreendida e operada.

Ao mesmo tempo, desenvolveu uma identidade própria.

Kišar não deve ser tratado apenas como o lado mágico de Iškar sobrevivendo sem alterações.

O projeto mais destrutivo de Kišar buscou produzir Chamas das Almas artificiais.

Uma Alma verdadeira não é simplesmente:

  • energia;
  • memória;
  • consciência;
  • personalidade;
  • combustível;
  • conjunto de instruções.

Ela é um objeto individual criado no nascimento de uma vida pela manifestação do Domínio responsável pelas Almas.

Kišar tentou produzir artificialmente algo equivalente.

Os experimentos envolveram Hivaros.

A extensão completa dos procedimentos não deve ser reconstruída por suposição.

O que está estabelecido é que o projeto de Almas artificiais:

  • utilizou seres vivos;
  • alterou estruturas profundas;
  • produziu consequências fora do controle dos pesquisadores;
  • participou diretamente da queda de Kišar.

O desastre relaciona-se aos Šērū Kišarim.

Sua natureza integral ainda não deve ser reduzida a uma única explicação simples.

Eles pertencem ao conjunto de consequências produzidas pela tentativa de Kišar de criar aquilo que não compreendia suficientemente.

A queda de Kišar também se relaciona à Floresta Pálida.

Esse ambiente não funciona como uma floresta comum.

Sua biota branca não depende da fotossíntese comum e relaciona-se ao consumo ou à aquisição de conhecimento.

A relação exata entre os experimentos, as Almas artificiais e a formação ou transformação da Floresta Pálida deve permanecer limitada ao que for confirmado em fontes específicas.

A instabilidade dos escudos de Kišar participou do desastre.

Esses sistemas deveriam isolar, conter ou proteger regiões e experimentos.

Quando se tornaram instáveis, deixaram de separar adequadamente:

  • interior e exterior;
  • áreas seguras e contaminadas;
  • experimentos e população;
  • efeitos locais e propagação ambiental.

Kišar não caiu por causa da Maldição das Sombras das Ruínas.

Essa maldição pertence a Iškar.

A queda de Kišar decorreu do projeto das Almas artificiais e das consequências associadas a ele.

Essa distinção deve ser preservada.

Existe apenas uma ruína flutuante kišarita conhecida.

Outras estruturas celestes, estações, bóias, mapas e rastros espaciais gerais não devem ser atribuídos automaticamente a Kišar.

Grande parte desse material pertence aos Elû Anšarim.

Senkara e Teku Apyka compartilham atualmente o antigo continente de Kišar.

Isso não significa que qualquer uma das duas sociedades seja uma continuação direta do antigo Estado.

Elas possuem origens e identidades próprias.

A herança kišarita permanece em:

  • ruínas;
  • laboratórios;
  • mecanismos;
  • pesquisas mágicas;
  • materiais alterados;
  • áreas contaminadas;
  • criaturas transformadas;
  • arquivos incompletos;
  • tecnologias posteriormente reutilizadas.

Portenemor, por exemplo, foi construída ao redor de um antigo laboratório subterrâneo de Kišar.

Kišar tentou fabricar aquilo que distingue a vida individual.
O resultado não foi uma nova origem.
Foi uma ferida que continuou produzindo consequências.