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Anšar

Classificação: povo morto como unidade histórica; antigo país sucessor de Iškar.

Orientação histórica: via tecnológica.

Território histórico: Zarqād.

Anšar surgiu depois da queda de Iškar.

Entre os grandes sucessores da cidade-Estado, desenvolveu principalmente a via tecnológica.

Anšar foi um país.

Zarqād era o território continental no qual esse país se estabeleceu.

Os dois nomes não devem ser tratados como sinônimos.

A sociedade anšarita desenvolveu sistemas tecnológicos capazes de reorganizar profundamente:

  • habitação;
  • transporte;
  • energia;
  • sobrevivência;
  • comunicação;
  • exploração espacial;
  • adaptação ambiental.

Depois da queda de Iškar, a tecnologia tornou-se um dos principais fundamentos de sua identidade coletiva.

Parte da população redescobriu religião e magia.

Esse grupo tornou-se conhecido como Elû Anšarim.

A separação entre os Anšaritas e os Elû Anšarim foi pacífica.

Não houve uma guerra de expulsão entre os dois grupos.

Os Elû Anšarim partiram primeiro para as luas e depois para regiões mais distantes do universo.

Os demais permaneceram em Calimera.

Estações, bóias, mapas, rotas e rastros celestes gerais pertencem principalmente aos Elû Anšarim.

Não devem ser atribuídos automaticamente a Kišar.

Os Elû Anšarim tornaram-se responsáveis por grande parte da infraestrutura e dos vestígios encontrados fora de Calimera.

Muito depois da separação dos Elû Anšarim, uma catástrofe tornou grande parte de Zarqād altamente radioativa.

A origem do desastre não é lembrada publicamente.

Também não existe, no presente, uma ligação reconhecida entre a catástrofe e o acontecimento que a provocou.

As pessoas que conheciam essa relação escolheram não transmiti-la.

A revelação ameaçaria desmontar a organização social dos sobreviventes.

Grande parte do antigo território tornou-se incapaz de sustentar populações sem adaptações extremas.

A ocupação recuou historicamente em quatro grandes movimentos:

  1. deslocamento para o litoral;
  2. refúgio em cidades subterrâneas;
  3. fragmentação em comunidades dispersas;
  4. retorno de populações adaptadas ao interior radioativo.

O último movimento só ocorreu quando determinadas populações já conseguiam suportar níveis extremos de radiação.

Desses processos surgiram quatro povos continentais aparentados:

  • povos costeiros;
  • povos subterrâneos;
  • comunidades dispersas;
  • habitantes plenamente adaptados do interior.

Eles possuem uma origem histórica relacionada, mas não formam necessariamente um único povo contemporâneo.

O termo anšarita não deve ser usado automaticamente como etnônimo para todos eles.

Existe também uma comunidade descendente de Anšar estabelecida em Avernos.

Ela se separou antes de a diferenciação dos quatro povos de Zarqād completar-se.

As comunidades continentais e a comunidade averniana mantêm relações:

  • pacíficas;
  • distantes;
  • culturalmente relacionadas;
  • politicamente independentes.

Elas se consideram partes do mesmo povo em sentido amplo, mas não constituem uma unidade política.

O assentamento averniano é conhecido como Namar-Anšar.

Encontra-se fisicamente no continente controlado por Avernos, mas fora do reino averniano.

Preserva tecnologias anšaritas.

Essas tecnologias são interpretadas religiosamente e não são compartilhadas livremente por causa de proibições doutrinárias.

Avernos reivindica o território, mas não possui capacidade militar para conquistá-lo.

Avernos também mantém reivindicações sobre Zarqād.

Não consegue ocupá-lo efetivamente.

Os povos locais não conseguem eliminar definitivamente a pretensão averniana, enquanto Avernos não consegue transformá-la em controle real.

A disputa sobrevive principalmente em:

  • mapas;
  • documentos jurídicos;
  • arquivos;
  • discursos diplomáticos;
  • reivindicações históricas.

Os povos de Zarqād conhecem os Elû Anšarim principalmente como figuras religiosas.

A tecnologia ancestral, a partida para as estrelas e os vestígios deixados no céu foram incorporados a interpretações sagradas.

Essa religião contribui para que remanescentes continentais sejam vistos com desconfiança por sociedades externas.

Anšar deixou de existir como país e como povo político unificado.

Entretanto, seus descendentes não desapareceram.

A categoria de povo morto refere-se à morte da unidade histórica chamada Anšar, não ao extermínio integral de todas as populações relacionadas.

Ainda não estão completamente definidos:

  • o mapa político atual de Zarqād;
  • os nomes definitivos dos quatro povos;
  • a população dos pequenos remanescentes continentais;
  • suas fronteiras;
  • a causa publicamente conhecida para a catástrofe;
  • todas as relações entre religião e tecnologia;
  • as rotas entre Zarqād e Namar-Anšar.

Esses pontos não devem ser preenchidos por dedução.

Anšar morreu como unidade.
Seus descendentes sobreviveram ao aprender maneiras diferentes de habitar a mesma catástrofe.