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Mūtbēl — Morte

Classificação: falso deus do Caos; deus maior.

Domínio: Morte.

Nome empregado: Mūtbēl, segundo a tradição ishkariana.

Mūtbēl representa a Morte.

Seu Domínio não deve ser confundido com destruição material, desmonte, dano, decomposição ou desaparecimento de uma estrutura.

Morrer é algo que acontece aos vivos.

Mūtbēl não é Utaribni.

Essa distinção é fundamental.

Uma máquina pode ser destruída.

Uma construção pode cair.

Um objeto pode ser despedaçado.

Uma teoria pode ser abandonada.

Um corpo pode sofrer destruição material.

Mas somente aquilo que vive pode morrer.

Utaribni encerra estruturas.

Mūtbēl encerra vidas.

A Morte rompe a condição pela qual uma organização era viva.

Ela não é apenas a interrupção de uma função isolada. Um organismo pode perder funções, partes ou capacidades e ainda permanecer vivo.

Da mesma maneira, a simples preservação da forma material de um corpo não significa que a vida permaneça nele.

Mūtbēl marca a passagem na qual o vivente deixa de viver.

Toda vida possui uma Alma individual.

A retirada da Alma provoca morte imediata.

Após uma morte causada por outro motivo, a Alma permanece intacta por algum tempo antes de iniciar seu processo de decomposição.

A Morte, portanto, afeta a unidade viva, mas não deve ser confundida com o destino posterior de todos os seus componentes.

A antiga Iškar não desenvolveu uma única resposta religiosa para tudo aquilo que acontece à Mente e à Essência após a morte.

A teologia ishkariana preservou a distinção entre aquilo que podia observar, aquilo que podia demonstrar e aquilo que ainda permanecia em aberto.

Balaṭbēl representa a Vida.

Mūtbēl representa seu encerramento.

Napišṭēmu representa a composição do indivíduo cuja vida pode terminar.

Utaribni pode destruir estruturas vivas ou não vivas, mas seu Domínio não é a Morte.

Mūtbēl encerra.