Pular para o conteúdo

Napišṭēmu — Corpo, Mente e Essência

Classificação: falso deus do Caos; deus maior.

Domínio: Corpo, Mente e Essência.

Nome empregado: Napišṭēmu, segundo a tradição ishkariana.

Napišṭēmu representa o indivíduo enquanto composição.

Corpo.

Mente.

Essência.

Nenhum desses componentes, isoladamente, esgota aquilo que uma pessoa é.

Em uma vida triádica, a identidade pertence igualmente à união de Corpo, Mente e Essência. Nenhuma parte isolada é o indivíduo verdadeiro.

O Corpo oferece presença, sensação e ação física.

É pelo Corpo que o indivíduo ocupa materialmente um lugar, recebe estímulos e atua fisicamente sobre aquilo que o cerca.

O Corpo executa.

A Mente oferece pensamento, memória, lógica e controle consciente.

Ela formula, interpreta e processa.

A Mente compreende.

A Essência expressa o comportamento de algo: aquilo que faz, aquilo como que funciona e aquilo que pode vir a fazer.

Nos seres vivos, ela também pode ser compreendida como Potência, a capacidade latente de desenvolver comportamentos que o Corpo e a Mente atuais ainda não realizam.

A Essência participa da vontade.

Corpo, Mente e Essência possuem funções especializadas, mas não formam três pessoas.

A separação física ou planar desses componentes não duplica automaticamente o indivíduo enquanto a conexão entre eles permanece.

A pessoa está na relação entre suas partes, não em uma delas tomada isoladamente.

Quando uma nova vida surge, a encarnação vigente desse deus cria automaticamente uma Alma individual para ela.

Essa criação não depende de escolha consciente, pedido, mérito ou atendimento particular.

A Alma recebe uma transferência única de energia da Chama universal localizada no Outro Lugar. Depois dessa transferência, não permanece ligada continuamente à fonte.

Toda vida recebe uma Alma, sem exceção de espécie, inteligência, plano ou constituição.

A remoção da Alma provoca morte imediata.

Inanis destrói cada encarnação desse deus.

Quando Caos volta a despertar, o padrão divino reaparece com a mesma função e o mesmo Domínio, mas como um indivíduo diferente daquele que existiu anteriormente.

A criação das Almas volta a ocorrer como manifestação automática e inevitável do Domínio.

Napišṭēmu tornou-se particularmente importante para os magos ishkarianos porque Corpo, Mente e Essência participam da execução do ato mágico.

O indivíduo compreende uma relação da Ordem e utiliza aquilo que é para operá-la.

Assim nasceu uma definição clássica:

Magia é Napišṭēmu alcançando Kittukīn.

Napišṭēmu reúne aquilo que somos.