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Balaṭbēl — Vida

Classificação: falso deus do Caos; deus maior.

Domínio: Vida.

Nome empregado: Balaṭbēl, segundo a tradição ishkariana.

Balaṭbēl representa o fenômeno do viver.

Seu Domínio não se limita a uma espécie, forma corporal, plano ou grau de inteligência. Ele abrange a Vida enquanto condição ontológica distinta da matéria simplesmente organizada.

Os estudiosos ishkarianos reconheciam nos organismos muitas propriedades também encontradas nas máquinas:

  • partes especializadas;
  • circulação;
  • transformação de matéria;
  • consumo de energia;
  • manutenção;
  • reparo;
  • resposta ao ambiente.

Ainda assim, recusavam concluir que viver fosse apenas funcionar.

Uma máquina pode possuir partes, consumir energia, realizar trabalho e reparar certos danos sem, por isso, tornar-se viva.

A diferença entre uma organização funcional e uma vida permanecia como objeto de investigação.

Por isso Balaṭbēl também era o deus diante do qual os sábios admitiam:

Ainda não sabemos.

Uma vida triádica reúne Corpo, Mente e Essência.

O Corpo oferece presença, sensação e ação física.

A Mente oferece pensamento, memória, lógica e controle consciente.

A Essência expressa comportamento e Potência.

Entretanto, a reunião desses componentes não deve ser confundida automaticamente com a Vida. Balaṭbēl representa precisamente aquilo que distingue o vivente de uma estrutura apenas funcional.

Balaṭbēl não é Banikīn.

Criar uma estrutura não significa necessariamente criar uma vida.

Também não é Kīndari.

Conservar uma função não significa necessariamente manter algo vivo.

Balaṭbēl relaciona-se com Napišṭēmu porque os seres vivos conhecidos em Calimera possuem Corpo, Mente e Essência.

Relaciona-se com Mūtbēl porque somente aquilo que vive pode morrer.

Balaṭbēl vivifica.