Utaribni — Reciclagem e Destruição
Classificação: falso deus do Caos; deus primordial.
Domínio: Reciclagem e Destruição.
Nome empregado: Utaribni, segundo a tradição ishkariana.
Da natureza de Utaribni
Seção intitulada “Da natureza de Utaribni”Utaribni desfaz aquilo cuja configuração chegou ao fim.
Não é inimigo de Banikīn.
É seu complemento.
A Destruição de Utaribni não deve ser reduzida à violência indiscriminada. Seu Domínio inclui o desmonte, o encerramento de estruturas e a devolução de suas partes a novas possibilidades.
Da devolução
Seção intitulada “Da devolução”Uma estrutura quebrada pode ser desmontada.
A matéria pode retornar.
As peças podem encontrar outra função.
Uma teoria errada pode ser abandonada.
Uma construção perigosa pode precisar cair.
Aquilo que foi composto não precisa permanecer eternamente na mesma configuração.
Da distinção entre Destruição e Morte
Seção intitulada “Da distinção entre Destruição e Morte”Utaribni não é o deus da Morte.
Uma máquina pode ser destruída.
Um corpo pode ser despedaçado.
Uma teoria pode ser desfeita.
Somente aquilo que vive pode morrer, e a Morte pertence a outra divindade.
Utaribni encerra estruturas. A Morte encerra vidas.
Dos três Operadores
Seção intitulada “Dos três Operadores”Banikīn cria uma configuração.
Kīndari conserva sua continuidade funcional.
Utaribni devolve suas partes quando a configuração chega ao fim.
A doutrina ishkariana resume essa relação:
Banikīn compõe.
Kīndari conserva.
Utaribni devolve.
Destruir sem necessidade é desperdício.
Recusar-se a destruir aquilo que já causa dano também é erro.