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Antiguidade

A antiguidade material conhecida começa com sociedades anteriores às nações atuais.

  1. diferenciação e dispersão de linhagens Awérnes;
  2. hegemonia política e tecnológica Hálware;
  3. perseguição supremacista aos Awérnes;
  4. insurreição e guerra de extermínio;
  5. chegada da Manifestação de Caos no cometa vermelho;
  6. derrota dos Hálwares;
  7. apropriação de tecnologia e magia;
  8. formação de Iškar;
  9. guerra civil e fragmentação de Iškar;
  10. queda de Kišar, diásporas e formações posteriores.

Hálware era um nome humano aplicado a outros hominídeos, comparável a “bárbaro”. Não era necessariamente o autônimo de um povo biológico uniforme. Os registros descrevem uma federação política de vários Estados e governos sob um único exército federal.

Base canônica: Bíblia Material de Calimera; Inventário Canônico Material v0.5.

Esta página reúne 6 verbetes diretamente relacionados. Os endereços antigos continuam válidos e conduzem à seção correspondente.

Separação pacífica, permanência planetária e partida para as estrelas.

Anšar seguiu a via tecnológica surgida da fragmentação de Iškar.

A divisão entre Anšaritas e Elû Anšarim não resultou de guerra, perseguição ou conflito civil.

Os Elû Anšarim:

  • redescobriram religião e magia;
  • partiram em direção às luas;
  • seguiram para o universo;
  • deixaram os rastros celestes gerais.

Os Anšaritas permaneceram em Calimera.

Estações, bóias, mapas e ruínas orbitais anteriormente atribuídos de forma ampla aos Kišaritas pertencem aos Elû Anšarim. Kišar deixou apenas uma ruína flutuante confirmada.

Anšar foi um país. Zarqād é o continente. O continente atual está majoritariamente abandonado ou inabitável e conserva pequenos remanescentes.

A causa exata da catástrofe posterior, a data e a identidade completa dos remanescentes permanecem deliberadamente abertas.

Base canônica: Inventário Canônico Material v0.5; Bíblia Material; retificações do Corpus Mestre.

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Matrizes humanas, exônimo Hálware e estrutura política anterior a Iškar.

Os Awérnes constituem a matriz humana registrada. Héskeres, Súles e Médhyes surgiram de uma crise ancestral e se dispersaram antes da guerra de extermínio.

“Hálware” era um exônimo humano usado para outros hominídeos. O autônimo histórico foi perdido.

Politicamente, os Hálwares formavam:

  • vários Estados e governos;
  • uma federação comum;
  • um único exército federal;
  • um centro político situado no território original dos Médhyes, em Avernos.

A ideologia Hálware descrevia Awérnes como violentos, irracionais e degenerados por natureza. A marginalização produzia violência; essa violência era então apresentada como prova hereditária da doutrina.

A assimilação pretendia:

  • dissolver identidades coletivas;
  • controlar seletivamente a natalidade;
  • absorver reprodutivamente as populações;
  • transformar diferença em inferioridade administrável.

Os Médhyes eram o ramo Awérne de maior resistência desde a separação inicial. Tornaram-se o principal polo de reação quando a perseguição se converteu em extermínio coordenado.

Base canônica: Inventário Canônico Material v0.5, seção 4.3.

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Cidade-Estado da Ordem formada após a guerra Hálware.

Iškar surgiu depois da guerra Hálware, reunindo tecnologia apropriada e magia concedida por uma Manifestação de Caos.

Iškar organizou-se em torno de:

  • classificação;
  • hierarquia;
  • previsão;
  • estudo de relações;
  • magia;
  • máquina.

A tradição original não precisava tratar Magia e Máquina como inimigas. Ambas eram formas de compreender e executar a Ordem.

A sociedade iškariana preservou os instrumentos, mas suprimiu suas origens:

  • a tecnologia foi desvinculada dos Hálwares;
  • a magia foi desvinculada do cometa vermelho e da Manifestação de Caos;
  • a guerra anterior foi convertida em memória incompleta.

Com o tempo, duas correntes tentaram transformar meios de conhecimento em exclusividades:

  • uma defendia o predomínio da magia;
  • outra defendia o predomínio da tecnologia.

Šaharil dominava ambas e recusou-se a escolher uma metade contra a outra.

Data aproximada: formação em torno de 10.000 a.R.

Base canônica: Bíblia Material; tradição iškariana do Manuscrito das Cinzas.

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Ruptura entre magia e tecnologia, morte de Šaharil e formação dos três blocos.

A guerra civil de Iškar opôs duas correntes exclusivistas:

  • o caminho mágico;
  • o caminho tecnológico.

Šaharil dominava ambos e se recusou a aceitar que a Obra Inteira precisasse ser dividida. Morreu no segundo dia da guerra, atingido por metal e consumido num campo de Karmu Pashu.

Da fragmentação surgiram:

  • Kišar, associado à corrente mágica;
  • Anšar, associado à corrente tecnológica;
  • Mārū Iškarim, nome amplo para correntes pacifistas e diásporas que não formaram um único povo homogêneo.

Os primeiros pacifistas partiram antes do colapso completo. Refugiados e sobreviventes seguiram depois.

A morte de Šaharil não foi definitiva. Seu retorno por Caos tornou-se parte de uma trajetória muito mais longa, mas não anulou o fracasso político de Iškar.

Data aproximada: c. 9.980 a.R.

Base canônica: Bíblia Material; Manuscrito das Cinzas; decisões autorais sobre as diásporas.

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Insurreição Awérne, extermínio, Manifestação de Caos e apagamento da memória.

Um núcleo Awérne atacou instituições de controle reprodutivo e libertou pessoas mantidas nelas. Os alvos eram agentes diretamente envolvidos — guardas, administradores, médicos e pesquisadores —, não civis escolhidos ao acaso.

A ação planejada detonou revoltas espontâneas mais amplas.

O governo federal Hálware usou a revolta como justificativa para um extermínio coordenado dos Awérnes. Os Médhyes tornaram-se o centro da resistência.

Uma Manifestação de Caos chegou em um cometa vermelho e concedeu magia aos Médhyes. A intervenção permitiu reverter a guerra.

Os Hálwares foram exterminados. Suas tecnologias foram apropriadas pelas sociedades humanas vencedoras.

Depois da vitória, os humanos lançaram sobre si um feitiço para esquecer a atrocidade. Esse apagamento não eliminou as consequências materiais, mas rompeu a memória pública da procedência tecnológica e da origem da magia concedida.

Iškar herdou tecnologia e magia, mas apagou a origem Hálware da primeira e a origem caótica da segunda.

Data aproximada: c. 10.000 a.R.

Base canônica: Inventário Canônico Material v0.5, seção 4.3.

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Experimentos com almas artificiais, Hivaros e dispersões kišaritas.

Kišar seguiu a via mágica surgida da guerra civil de Iškar.

Sua queda decorreu da tentativa de produzir Chamas das Almas artificiais por meio de experimentos com Hivaros.

O desastre relaciona-se a:

  • Šērū Kišarim;
  • Floresta Pálida;
  • instabilidade dos escudos;
  • dispersões posteriores.

A Maldição das Sombras das Ruínas pertence à história de Iškar. Ela não deve ser confundida com a queda de Kišar, cujo núcleo causal são os experimentos com almas artificiais.

Os Kišaritas deixaram somente uma ruína flutuante confirmada. Os rastros celestes gerais não pertencem a eles, mas aos Elû Anšarim.

Data aproximada: c. 9.000 a.R.

Base canônica: Inventário Canônico Material v0.5 e retificações do Corpus Mestre.

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