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Da cosmologia — compilação 2

Esta página reúne 4 verbetes diretamente relacionados. Os endereços antigos continuam válidos e conduzem à seção correspondente.

Do universo externo a Calimera e das realidades que dele provêm.

O Outro Lugar é um universo externo ao universo de Calimera. Ele não ocupa uma posição depois do Limbo e não integra a arquitetura dos planos.

O Limbo é o limite absoluto da realidade de Calimera, mas não de toda a existência. Portanto, estar fora de Calimera não significa estar além do Limbo por continuidade espacial ou planar.

O Outro Lugar:

  • não é um oitavo plano;
  • não é alcançado atravessando o Limbo;
  • não pertence ao diagrama triádico;
  • constitui outra realidade.

Encontram-se ou se originam no Outro Lugar:

  • a Chama das Almas universal;
  • [...];
  • o Grande Mecanismo;
  • a Clepsidra Eterna.

A natureza profunda do Outro Lugar e a origem dessas três últimas realidades dentro dele permanecem deliberadamente indefinidas.

No primeiro Domínio de Caos do primeiro Ciclo Maior, uma pessoa alcançou o Outro Lugar. Esse acontecimento iniciou a cadeia causal dos seres chamados Algo Além, mas o Outro Lugar não deve ser reduzido a essa função histórica.

Base canônica: Bíblia Cosmológica de Calimera v1.0, seção 1.1.

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Questões cosmológicas ainda não fixadas e preservadas como aberturas canônicas.

Os pontos abaixo permanecem abertos por decisão autoral ou porque pertencem a camadas futuras de construção. Eles não são erros nem contradições.

O conteúdo completo do núcleo inviolável não foi definido. Grande Mecanismo e Clepsidra Eterna são exemplos conhecidos, não uma lista exaustiva.

Permanecem abertas:

  • sua natureza profunda;
  • a origem de [...] dentro dele;
  • a origem do Grande Mecanismo;
  • a origem da Clepsidra Eterna.

A identidade e a história detalhada da primeira pessoa que alcançou o Outro Lugar ainda não foram fixadas.

As condições específicas que protegem alguns seres da destruição verdadeira permanecem abertas.

O gatilho particular que produz o Quarto em cada Ciclo Maior não foi definido como regra fixa.

O mecanismo exato pelo qual os componentes do Quarto renovam o Gesto Criador depois do ritual permanece aberto.

Ainda não foi definido se ferimentos e danos sofridos por um duplo onírico afetam o original.

A fórmula que determina o tempo máximo de separação para cada indivíduo permanece aberta.

A lista completa dos deuses próprios de Caos e das divindades existentes no ciclo atual ainda não está fechada.

Base canônica: Bíblia Cosmológica de Calimera v1.0, seção 13.

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Do ritual de recomposição de [...] e dos dois desfechos possíveis do Ciclo Maior atual.

O Ciclo Maior atual pode terminar de duas formas: pela realização do ritual de recomposição ou pelo colapso final sem ritual.

Qualquer ser vivo pensante pode descobrir e executar o ritual. Não existe votação universal nem necessidade de consenso de todos os seres pensantes.

Somente participantes diretos recebem desejos. Pesquisadores, protetores, fornecedores e observadores indiretos não contam como participantes para esse efeito.

Cada participante direto recebe um desejo.

Antes da conclusão bem-sucedida, uma trava impede o Quarto de realizar qualquer ação relacionada ao ritual.

No instante da conclusão, Amálgama força a fusão de:

Nenhum dos quatro pode recusá-la.

Somente eles se tornam [...]. O restante da realidade não é absorvido.

A fusão é absoluta: as identidades separadas deixam de existir e não permanecem como quatro vozes internas.

[...] existe por tempo suficiente para realizar os desejos dos participantes. Nem [...] nem os desejos podem violar o núcleo inviolável.

Depois disso:

  • [...] volta a dividir-se;
  • os mesmos Caos, Inanis e Limbo retornam;
  • suas memórias pessoais são apagadas;
  • o arquivo trans-cíclico de Limbo permanece;
  • o Quarto não retorna;
  • seus componentes renovam funcionalmente o Gesto Criador do ciclo seguinte.

Se o último Domínio de Caos terminar sem o ritual, toda a realidade encolhe até uma singularidade. [...] renasce automaticamente.

Esse [...] fecha-se definitivamente, não cria mais nada e revive eternamente as memórias de todas as pessoas de todos os ciclos, preservadas no arquivo de Limbo.

O resultado ainda é uma variável da história: depende das decisões tomadas antes do encerramento do ciclo.

Base canônica: Bíblia Cosmológica de Calimera v1.0, seção 10.

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Da Chama das Almas universal, da criação das Almas individuais e do destino pós-morte.

Existe uma única Chama das Almas universal no Outro Lugar. Uma Alma individual, porém, não é um fragmento material retirado dessa Chama.

No nascimento de qualquer forma de vida, Iustitor cria do nada um objeto individual também chamado Chama das Almas: a Alma literal daquele ser.

A criação abre uma transferência automática e única de energia da Chama universal para a nova Alma.

Depois da transferência:

  • não existe ligação contínua com a fonte;
  • a reserva de energia é finita, embora extrema;
  • a energia não pode ser recarregada;
  • nenhuma memória, regra ou vontade do Outro Lugar é transmitida.

Toda forma de vida possui Alma, independentemente de espécie, inteligência, plano ou constituição. A remoção da Alma provoca morte imediata.

Viver consome uma parcela desprezível da reserva. Certos poderes, esforços e magias podem drená-la de maneira muito mais intensa.

Quando a energia da Alma se esgota, a própria estrutura do ser começa a sustentar a vida. Esse processo prolonga a existência à custa da destruição progressiva da identidade.

Após uma morte causada por outro motivo, a Alma permanece intacta por algum tempo e depois se decompõe automaticamente em matérias básicas relacionadas aos três componentes triádicos.

Esses traços:

  • não preservam a pessoa;
  • não preservam sua consciência;
  • não são reciclados em novos seres;
  • não produzem reencarnação.

Uma Alma usada como combustível perde sua energia, mas o objeto vazio ainda se decompõe normalmente.

Base canônica: Bíblia Cosmológica de Calimera v1.0, seção 5.

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