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Da cosmologia — compilação 1

Esta página reúne 12 verbetes diretamente relacionados. Os endereços antigos continuam válidos e conduzem à seção correspondente.

Da divisão de [...] em Caos, Inanis e Limbo.

A Tríade Original nasce da divisão voluntária de [...].

Sua fórmula cosmológica fundamental é:

Caos faz existir. Inanis compreende desfazendo. Limbo retém e calcula.

  • Caos: criação, manutenção e transformação da existência.
  • Inanis: observação, desmontagem, compreensão e destruição verdadeira.
  • Limbo: retenção, armazenamento e cálculo.

Inanis não busca dominar a realidade. Ele segue as diretrizes de [...] e prefere a reunificação.

Limbo não governa um Domínio Menor. Ele ocupa uma posição singular: é simultaneamente entidade e dimensão, conserva registros trans-cíclicos e marca o limite interno de Calimera.

Caos e Inanis alternam-se nos Domínios Menores. Enquanto um governa, o outro dorme completamente.

A Tríade pode recompor temporariamente [...] apenas quando se funde ao Quarto por meio de Amálgama. O Quarto não integra a Tríade Original, mas é necessário para a recomposição ritual.

Base canônica: Bíblia Cosmológica de Calimera v1.0, seção 2.

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Da primeira entidade conhecida, da criação do Verbo e da origem do Gesto Criador.

[...] é a primeira entidade conhecida da cosmologia de Calimera. Ele não recorda sua origem individual.

A solidão de [...] produz involuntariamente a Manifestação das Emoções. Por isso, as emoções precedem o Verbo e não dependem de formulação linguística ou ontológica.

[...] cria deliberadamente o Verbo como:

  • linguagem;
  • sistema de formulação;
  • estrutura capaz de representar regras;
  • meio de inscrição e manipulação ontológica.

O Verbo não cria sozinho a realidade: ele oferece uma forma precisa de formular regras e operar sobre a estrutura existente.

O Grande Mecanismo já existia como uma estrutura vazia de possibilidades. [...] inscreve nele o primeiro conjunto de regras.

A Clepsidra Eterna fornece sequência e duração aos acontecimentos.

O Gesto Criador é a vontade de [...] convertida em potência ontológica. Sua reserva é finita. A formação de novas estruturas divinas pode consumi-la de modo irreversível.

[...] abandona voluntariamente a unidade perfeita e divide-se em:

A divisão torna possíveis a existência diferenciada e a experiência da vida.

Base canônica: Bíblia Cosmológica de Calimera v1.0, seção 1.2.

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Da ruptura causal que produz os Algo Além e das condições universais de formação do Quarto.

Algo Além e Quarto são condições distintas, embora ambas ocupem posições excepcionais na causalidade cosmológica.

No primeiro Domínio de Caos do primeiro Ciclo Maior, uma pessoa alcançou o Outro Lugar. A partir disso, tornou-se imprevisível para o Grande Mecanismo e iniciou uma cadeia de acontecimentos comparável a um efeito borboleta universal.

Todos os Algo Além podem ser rastreados causalmente até essa pessoa.

Algo Além:

  • não é espécie;
  • não é linhagem comum;
  • não surge pelo simples contato com o Outro Lugar;
  • é uma condição causal irreversível.

A transformação exige um acontecimento específico ligado à cadeia original, como maldição, trauma, alteração biológica ou mudança ontológica. Um acontecimento semelhante sem essa ligação não produz Algo Além.

Qualquer forma de vida pode adquirir a condição. A herança só ocorre quando a transformação afeta diretamente o processo reprodutivo.

O Mecanismo percebe e registra um Algo Além no presente, mas não calcula suas decisões ou sua trajetória futura. Depois de cada ação, registra o resultado e recalcula o universo.

Cada Ciclo Maior produz seu próprio Quarto. Nenhuma entidade o escolhe.

Um indivíduo assume essa função quando satisfaz:

  • requisitos universais;
  • um gatilho específico que emerge espontaneamente da história daquele ciclo.

Ao completar as condições, Amálgama integra-se automaticamente ao ser como um segundo Domínio.

Um Quarto pode ter origem em um ciclo anterior e assumir a função apenas no ciclo final de sua trajetória. No Ciclo Maior atual, o Quarto é Eco.

Base canônica: Bíblia Cosmológica de Calimera v1.0, seção 9.

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Dos sete planos triádicos, do Plano Etéreo, do Plano Onírico e dos limites de viagem entre eles.

A arquitetura interna de Calimera inclui sete planos triádicos, formados pelas combinações possíveis de Corpo, Mente e Essência.

O Plano Etéreo e o Plano Onírico relacionam-se com essa arquitetura, mas possuem constituições próprias. O Limbo permanece fora do diagrama triádico e marca seu limite.

Quando um indivíduo atravessa para um plano triádico, somente as partes compatíveis podem acompanhá-lo. As demais permanecem no Plano Material.

Enquanto a conexão transplanar existir:

  • todas as partes continuam compondo um único indivíduo;
  • a Mente transmite consciência, percepção e controle;
  • a separação não cria cópias da pessoa.

A conexão enfraquece com o tempo. Se romper:

  • as partes deixadas para trás morrem;
  • as partes atravessadas persistem por algum tempo;
  • depois se degradam e deixam de existir completamente;
  • nenhum resíduo é enviado a Limbo.

A reunião antes do rompimento restaura integralmente a conexão.

O Etéreo espelha apenas os sete planos triádicos. Tudo que é não vivo nesses planos possui inicialmente uma contraparte etérea, mas as duas versões passam a evoluir de forma autônoma.

Seres vivos não são copiados. O Etéreo possui vida nativa constituída de Manifestação. Uma vida triádica que permaneça ali por tempo suficiente pode perder Corpo, Mente e Essência e tornar-se vida etérea.

O Onírico é paralelo aos planos triádicos e ao Etéreo, mas não alcança Limbo.

Ao sonhar, o indivíduo original não viaja. O plano produz um duplo com aparência, identidade e memórias iniciais copiadas. Ao despertar normalmente, esse duplo deixa de existir sem resíduo.

Alguns duplos escapam. Depois disso, enviam experiências ao original, mas não recebem sua vida posterior e não podem ser comandados de volta. Duplos oníricos são entidades não vivas e não possuem Alma.

Base canônica: Bíblia Cosmológica de Calimera v1.0, seção 3.

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Da alternância entre os Domínios de Inanis e de Caos dentro dos Ciclos Maiores.

A história cosmológica organiza-se em Ciclos Maiores, compostos por uma alternância de Domínios Menores de Inanis e de Caos.

Na transição para Inanis, toda criação alcançável é apagada por destruição verdadeira.

Durante seu governo:

  • não existe criação;
  • Caos dorme completamente;
  • permanecem apenas estruturas e entidades que Inanis não consegue apagar;
  • sobreviventes internos dependem de proteção ontológica específica;
  • seres que deixaram o universo de Calimera também podem sobreviver.

Inanis não poupa por escolha. Proteção contra sua aniquilação não equivale a invulnerabilidade contra outras forças.

Limbo conserva registros do que foi apagado, mas registro não significa continuidade da pessoa ou do mundo.

Durante o governo de Caos, Inanis dorme completamente, embora conhecimento possa vazar dele de modo inconsciente.

Ao despertar, Caos inicia automaticamente uma criação nova e independente. O começo e a configuração inicial são involuntários; depois, Caos pode modificar a realidade.

Os arquivos de Limbo não servem de molde.

Funções cosmologicamente indispensáveis reaparecem, mas suas novas versões não conservam identidade ou memória. Outras pessoas, lugares, espécies e deuses podem reaparecer de modo imprevisível, desaparecer ou surgir pela primeira vez.

Recorrência não é ressurreição.

Cada Ciclo Maior atravessa uma quantidade extrema de Domínios Menores até alcançar seu último Domínio de Caos. O desfecho depende da realização ou não do ritual de recomposição de [...].

Base canônica: Bíblia Cosmológica de Calimera v1.0, seção 8.

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O antigo coração de [...], hoje constituído de Limbo e ligado ao mundo por capilares da realidade.

O núcleo verdadeiro do planeta é o antigo coração de [...], hoje inteiramente constituído de Limbo.

É uma estrutura metálica biomimética que pulsa, distribui o Gesto Criador por capilares da realidade e prioriza a própria manutenção. Danos locais são reparados.

Remover o Coração permitiria o vazamento do Gesto Criador e o definhamento da realidade.

Estado aberto: quem conhece o Coração, quem protege seus acessos e como os capilares são controlados no presente.

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Da constituição triádica da identidade e da Potência como capacidade ontológica latente.

Em uma vida triádica, a identidade pertence igualmente à união de Corpo, Mente e Essência. Nenhuma dessas partes isoladamente é o indivíduo verdadeiro.

A separação planar não duplica a pessoa enquanto a conexão entre seus componentes persistir.

O Corpo corresponde à dimensão material e corporal do indivíduo. Ele permite presença física, metabolismo, interação e realização de comportamentos corporais.

A Mente participa da consciência, da percepção e do controle das partes conectadas. Durante uma separação planar, é por ela que as partes continuam funcionando como uma unidade.

Essência não é Alma, energia vital ou identidade central. Objetos também possuem Essência.

Ela expressa e organiza comportamentos. Uma cadeira usada repetidamente como mesa pode reorganizar sua Essência: o comportamento anterior enfraquece e o novo ganha predominância de forma gradual.

Nos seres vivos, a Essência também pode ser lida como Potência.

Potência é a capacidade latente de agir e desenvolver comportamentos. Ela:

  • não equivale a poder bruto;
  • possui uma base parcialmente inata;
  • é ampliada, reduzida e remodelada pela experiência;
  • pode conter possibilidades que Corpo e Mente ainda não realizam;
  • pode impulsionar transformações do Corpo e da Mente.

O desenvolvimento da Potência é ontológico e natural. Ele não constitui magia.

Base canônica: Bíblia Cosmológica de Calimera v1.0, seção 4.

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Sequência consolidada dos principais acontecimentos da cosmologia de Calimera.

A cronologia cosmológica consolidada estabelece a seguinte sequência:

  1. No Outro Lugar existem a Chama universal e as origens de [...], do Grande Mecanismo e da Clepsidra Eterna.
  2. [...] manifesta emoções.
  3. [...] cria o Verbo.
  4. [...] inscreve as primeiras regras no Grande Mecanismo.
  5. [...] divide-se voluntariamente em Caos, Inanis e Limbo.
  6. O primeiro Ciclo Maior começa com um Domínio vazio de Inanis.
  7. No primeiro Domínio de Caos, a criação surge automaticamente.
  8. Caos cria seus deuses, incluindo Iustitor.
  9. Iustitor cria as Almas das primeiras formas de vida.
  10. Uma pessoa alcança o Outro Lugar, torna-se imprevisível e inicia a cadeia dos Algo Além.
  11. Inanis e Caos passam a alternar-se: Inanis apaga e Caos produz uma realidade nova.
  12. Cada Ciclo Maior produz um Quarto.
  13. No ciclo atual, o deslocamento da Clepsidra para Limbo cria as condições para o nascimento de Eco.
  14. Eco torna-se o Quarto do Ciclo Maior atual.
  15. A história alcança o período em que o ritual pode ser descoberto, preparado, concluído ou abandonado.
  16. O ritual conduz à renovação; sua ausência conduz ao [...] fechado e eterno.

Esta página trata apenas da cronologia cosmológica. A cronologia histórica dos povos, países, guerras e eras constitui outra seção do site.

Base canônica: Bíblia Cosmológica de Calimera v1.0, seção 11.

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Da natureza dos Domínios, das formas divinas e do consumo do Gesto Criador.

Um Domínio não é uma habilidade carregada por uma entidade. Durante a formação de um ser divino, o Domínio torna-se parte constitutiva dele.

Em sentido ontológico:

  • o Domínio é parte da entidade;
  • a entidade é parte do Domínio;
  • a entidade é o próprio Domínio.

Uma entidade pode nascer com vários Domínios. Objetos também podem recebê-los. Possuir Domínio não implica estar vivo, consciente ou dotado de Alma.

A manifestação direta de um Domínio não é magia.

Entre as formas conhecidas de surgimento estão:

  • entidades produzidas por Caos;
  • padrões divinos formados e remodelados pela crença;
  • casos excepcionais ligados à Amálgama e ao Quarto.

A crença fortalece e remodela um Domínio depois de seu nascimento. Sua ausência não o enfraquece. Crenças incompatíveis sobre um mesmo referente produzem Domínios e divindades distintos.

O surgimento de um novo padrão divino consome Gesto Criador irreversivelmente. A destruição do deus não devolve o gasto.

No Ciclo Maior atual, a reserva remanescente não consegue sustentar o nascimento de novos deuses de crença.

Iustitor foi criado por Caos no primeiro Domínio de Caos. A criação de Almas é manifestação automática de seu Domínio.

Inanis destrói cada encarnação de Iustitor. Quando Caos desperta novamente, uma nova versão reaparece com a mesma função e o mesmo Domínio, mas não é o mesmo indivíduo.

Domínios normalmente são constitutivos desde o nascimento da entidade. Amálgama é a exceção conhecida: integra-se depois ao ser que se torna o Quarto, sem recriá-lo e sem apagar seu Domínio original.

Base canônica: Bíblia Cosmológica de Calimera v1.0, seção 6.

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Definições resumidas dos principais termos da cosmologia de Calimera.

Primeira entidade conhecida. Criou o Verbo, inscreveu as primeiras regras no Grande Mecanismo e dividiu-se em Caos, Inanis e Limbo.

Condição causal irreversível ligada à primeira pessoa que alcançou o Outro Lugar e se tornou imprevisível para o Grande Mecanismo.

Objeto individual criado por Iustitor no nascimento de cada forma de vida e abastecido uma única vez pela energia da Chama das Almas universal.

Domínio que se integra posteriormente ao ser que se torna o Quarto, coexistindo com seu Domínio original.

Integrante da Tríade Original que faz existir e governa os Domínios de criação.

Estrutura proveniente do Outro Lugar que fornece sequência e duração.

Parte constitutiva de uma entidade divina. A entidade e o Domínio integram uma mesma realidade ontológica.

Transformação de Limbo convertida em entidade. É o Quarto do Ciclo Maior atual.

Componente triádico relacionado à organização dos comportamentos. Nos seres vivos, também pode ser lida como Potência.

Vontade de [...] convertida em potência ontológica finita.

Estrutura vazia de possibilidades na qual [...] inscreveu as primeiras regras e que registra e calcula o estado da realidade.

Integrante da Tríade Original que compreende desfazendo e realiza destruição verdadeira.

Entidade consciente e dimensão simultaneamente. Retém, calcula e conserva o arquivo trans-cíclico.

Conjunto de estruturas e regras que não pode ser violado por magia, desejo ou custo.

Universo externo a Calimera. Não é um plano posterior ao Limbo.

Capacidade ontológica latente de agir e desenvolver comportamentos. Não é magia.

Função produzida uma vez em cada Ciclo Maior. O ser que a assume recebe Amálgama e pode completar a recomposição ritual de [...].

Caos, Inanis e Limbo, resultantes da divisão voluntária de [...].

Linguagem e estrutura de formulação de regras criada por [...].

Base canônica: Bíblia Cosmológica de Calimera v1.0, seção 12.

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Das estruturas que sustentam as possibilidades, regras, sequência e duração da realidade.

O Grande Mecanismo e a Clepsidra Eterna provêm do Outro Lugar e não foram criados por [...].

O Grande Mecanismo preexiste como uma estrutura vazia de possibilidades. [...] não o produz: ele inscreve nele o primeiro conjunto de regras por meio do Verbo.

O Mecanismo:

  • registra o estado da realidade;
  • opera segundo regras ontológicas;
  • calcula possibilidades e consequências;
  • pode ser acessado por formulações do Verbo;
  • não consegue prever a trajetória futura dos seres Algo Além.

Quando um Algo Além age, o Mecanismo registra o novo estado e recalcula a realidade a partir dele. A imprevisibilidade não contamina para sempre toda a causalidade.

A Clepsidra Eterna fornece sequência e duração. Quando é colocada dentro de Limbo, o tempo passa a correr no interior da própria entidade.

Esse deslocamento torna os estados sucessivos de Limbo diferentes entre si e participa diretamente do nascimento de Eco.

O Grande Mecanismo e a Clepsidra Eterna são exemplos conhecidos de realidades pertencentes ao núcleo inviolável. Nenhuma magia, desejo ou quantidade de custo pode violar esse núcleo.

A extensão completa do núcleo inviolável permanece deliberadamente aberta.

Base canônica: Bíblia Cosmológica de Calimera v1.0, seções 1.2, 2.1, 7 e 13.

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Corpo remanescente do universo posterior ao Apagamento, preservado como lacuna cosmológica.

O não-Sol integra o conjunto mínimo que permaneceu depois do Apagamento, junto de Calimera, Calispera e suas luas.

Estado canônico: existência firme; natureza aberta. O arquivo ainda não define com segurança se ele deve ser descrito como estrela, substituto, ausência observável ou outra estrutura. O nome preserva essa recusa de equivalência.

Não se deve atribuir ao não-Sol propriedades astronômicas convencionais sem decisão autoral posterior.

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