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Domínios, deuses e Gesto Criador

Um Domínio não é uma habilidade carregada por uma entidade. Durante a formação de um ser divino, o Domínio torna-se parte constitutiva dele.

Em sentido ontológico:

  • o Domínio é parte da entidade;
  • a entidade é parte do Domínio;
  • a entidade é o próprio Domínio.

Uma entidade pode nascer com vários Domínios. Objetos também podem recebê-los. Possuir Domínio não implica estar vivo, consciente ou dotado de Alma.

A manifestação direta de um Domínio não é magia.

Entre as formas conhecidas de surgimento estão:

  • entidades produzidas por Caos;
  • padrões divinos formados e remodelados pela crença;
  • casos excepcionais ligados à Amálgama e ao Quarto.

A crença fortalece e remodela um Domínio depois de seu nascimento. Sua ausência não o enfraquece. Crenças incompatíveis sobre um mesmo referente produzem Domínios e divindades distintos.

O surgimento de um novo padrão divino consome Gesto Criador irreversivelmente. A destruição do deus não devolve o gasto.

No Ciclo Maior atual, a reserva remanescente não consegue sustentar o nascimento de novos deuses de crença.

Iustitor foi criado por Caos no primeiro Domínio de Caos. A criação de Almas é manifestação automática de seu Domínio.

Inanis destrói cada encarnação de Iustitor. Quando Caos desperta novamente, uma nova versão reaparece com a mesma função e o mesmo Domínio, mas não é o mesmo indivíduo.

Domínios normalmente são constitutivos desde o nascimento da entidade. Amálgama é a exceção conhecida: integra-se depois ao ser que se torna o Quarto, sem recriá-lo e sem apagar seu Domínio original.

Base canônica: Bíblia Cosmológica de Calimera v1.0, seção 6.