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Ritual e destinos finais

O Ciclo Maior atual pode terminar de duas formas: pela realização do ritual de recomposição ou pelo colapso final sem ritual.

Qualquer ser vivo pensante pode descobrir e executar o ritual. Não existe votação universal nem necessidade de consenso de todos os seres pensantes.

Somente participantes diretos recebem desejos. Pesquisadores, protetores, fornecedores e observadores indiretos não contam como participantes para esse efeito.

Cada participante direto recebe um desejo.

Antes da conclusão bem-sucedida, uma trava impede o Quarto de realizar qualquer ação relacionada ao ritual.

No instante da conclusão, Amálgama força a fusão de:

  • Caos;
  • Inanis;
  • Limbo;
  • Quarto.

Nenhum dos quatro pode recusá-la.

Somente eles se tornam Alatus. O restante da realidade não é absorvido.

A fusão é absoluta: as identidades separadas deixam de existir e não permanecem como quatro vozes internas.

Alatus existe por tempo suficiente para realizar os desejos dos participantes. Nem Alatus nem os desejos podem violar o núcleo inviolável.

Depois disso:

  • Alatus volta a dividir-se;
  • os mesmos Caos, Inanis e Limbo retornam;
  • suas memórias pessoais são apagadas;
  • o arquivo trans-cíclico de Limbo permanece;
  • o Quarto não retorna;
  • seus componentes renovam funcionalmente o Gesto Criador do ciclo seguinte.

Se o último Domínio de Caos terminar sem o ritual, toda a realidade encolhe até uma singularidade. Alatus Anguis renasce automaticamente.

Esse Alatus fecha-se definitivamente, não cria mais nada e revive eternamente as memórias de todas as pessoas de todos os ciclos, preservadas no arquivo de Limbo.

O resultado ainda é uma variável da história: depende das decisões tomadas antes do encerramento do ciclo.

Base canônica: Bíblia Cosmológica de Calimera v1.0, seção 10.