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Vida, Alma e morte

Existe uma única Chama das Almas universal no Outro Lugar. Uma Alma individual, porém, não é um fragmento material retirado dessa Chama.

No nascimento de qualquer forma de vida, Iustitor cria do nada um objeto individual também chamado Chama das Almas: a Alma literal daquele ser.

A criação abre uma transferência automática e única de energia da Chama universal para a nova Alma.

Depois da transferência:

  • não existe ligação contínua com a fonte;
  • a reserva de energia é finita, embora extrema;
  • a energia não pode ser recarregada;
  • nenhuma memória, regra ou vontade do Outro Lugar é transmitida.

Toda forma de vida possui Alma, independentemente de espécie, inteligência, plano ou constituição. A remoção da Alma provoca morte imediata.

Viver consome uma parcela desprezível da reserva. Certos poderes, esforços e magias podem drená-la de maneira muito mais intensa.

Quando a energia da Alma se esgota, a própria estrutura do ser começa a sustentar a vida. Esse processo prolonga a existência à custa da destruição progressiva da identidade.

Após uma morte causada por outro motivo, a Alma permanece intacta por algum tempo e depois se decompõe automaticamente em matérias básicas relacionadas aos três componentes triádicos.

Esses traços:

  • não preservam a pessoa;
  • não preservam sua consciência;
  • não são reciclados em novos seres;
  • não produzem reencarnação.

Uma Alma usada como combustível perde sua energia, mas o objeto vazio ainda se decompõe normalmente.

Base canônica: Bíblia Cosmológica de Calimera v1.0, seção 5.