Deuses e cultos
Esta seção não repete a taxonomia ontológica completa dos deuses. Ela descreve como entidades, objetos e presenças divinas entram na religião dos vivos.
A existência objetiva de uma entidade não torna verdadeira toda doutrina criada em seu nome.
Índice da compilação
Seção intitulada “Índice da compilação”Esta página reúne 4 verbetes diretamente relacionados. Os endereços antigos continuam válidos e conduzem à seção correspondente.
Culto aos deuses
Seção intitulada “Culto aos deuses”Presença divina e diversidade de culto.
Os povos podem cultuar:
- entidades que existem objetivamente;
- aspectos locais de entidades conhecidas;
- santos, ancestrais ou mediadores;
- princípios personificados;
- interpretações incorretas de fenômenos reais;
- seres que não correspondem à cosmologia acadêmica.
Culto não prova identidade ontológica. Duas comunidades podem dirigir ritos ao mesmo ser sob nomes incompatíveis, ou usar o mesmo nome para seres diferentes.
Consequência política
Seção intitulada “Consequência política”Templos, sacerdócios e ordens podem:
- custodiar conhecimento;
- legitimar governos;
- proteger rotas;
- controlar arquivos;
- organizar cura;
- monopolizar acesso mágico.
A função material da instituição deve ser descrita separadamente de sua pretensão divina.
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Divindade, sangue e autoridade
Seção intitulada “Divindade, sangue e autoridade”Sangue divino, transformação e legitimidade.
Sangue divino pode transformar corpos e transmitir efeitos reais. Isso não prova:
- superioridade moral;
- direito hereditário de governar;
- identidade com a divindade;
- permanência da pessoa de quem o sangue veio.
A história dos Haimótheoi e a tradição senkariana enfrentam diretamente esse problema. O sangue testemunha origem e mudança, mas não contém a pessoa inteira.
Em Teku Apyka, receber sangue, força ou memória de um antecessor também não transforma o sucessor nesse antecessor.
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Guardiões Divinos
Seção intitulada “Guardiões Divinos”Entidades divinas presentes no Círculo do Destino.
Em Teku Apyka, Guardiões Divinos participam do Círculo do Destino como testemunhas e protetores.
Limite político
Seção intitulada “Limite político”A presença divina não concede voto automático. Autoridade comum continua dependendo de:
- responsabilidade;
- representação;
- desafio;
- testemunho;
- capacidade de terminar o mandato.
Significado religioso
Seção intitulada “Significado religioso”A regra impede que poder ontológico seja convertido diretamente em soberania. Um deus pode proteger, testemunhar ou advertir sem possuir a comunidade.
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Objetos divinos
Seção intitulada “Objetos divinos”Objetos, portadores, custódia e culto.
Objetos divinos podem gerar:
- cultos de custódia;
- peregrinação;
- instituições jurídicas;
- linhagens de portadores;
- conflito entre uso, contenção e veneração.
Objeto divino não é mercadoria ordinária. Posse física não equivale a propriedade ontológica ou legitimidade religiosa.
Exemplos de problemas
Seção intitulada “Exemplos de problemas”- o Cinzel de Geometor é mantido em custódia coletiva no Museu dos Montes;
- o portador pode ativar um objeto sem ser seu proprietário;
- uma instituição pode venerar aquilo que também precisa conter;
- memória e poder do objeto podem superar a doutrina criada ao redor dele.