[…] — Forças Naturais
Classificação: falso deus do Caos; deus primordial.
Domínio: Forças Naturais.
Nome: apagado.
Do nome ausente
Seu nome não foi lentamente esquecido.
Foi apagado.
Os textos preservam o lugar que ocupava entre os deuses, seu Domínio e suas relações. Entretanto, onde deveria aparecer seu nome encontra-se somente:
[…]
A ausência não é uma convenção dos copistas nem uma lacuna causada pela perda de um documento. O próprio nome deixou de permanecer nos registros.
Do Domínio
[…] representa as forças pelas quais a matéria atua sobre matéria e os corpos afetam outros corpos.
A gravidade está contida nesse Domínio, mas não o esgota. Ela é uma expressão entre as Forças Naturais governadas pela divindade, não a totalidade daquilo que ela é.
Seu Domínio estabelece interações pelas quais os corpos atraem, repelem, pressionam, resistem ou produzem alterações uns nos outros.
Do paradoxo ishkariano
Para os ishkarianos, o deus apagado tornou-se uma demonstração desconfortável da própria doutrina da Ordem:
É possível conhecer uma função sem conhecer aquele que a ocupa.
A função permaneceu compreensível.
As relações permaneceram observáveis.
O lugar teológico permaneceu preservado.
Somente o nome desapareceu.
Das relações
Zumrukīn oferece a matéria sobre a qual as forças atuam.
Biritkīn oferece distância, direção e posição às interações.
Udmādidu permite que seus efeitos ocorram em sequência.
Napḫuṣur participa das transferências e transformações produzidas por essas interações.
Na fórmula ishkariana:
[…] age entre as coisas.
O nome desapareceu.
A Ordem permaneceu.