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Relevo e cartografia de Calispera

A cartografia física de Calispera é construída sobre um mapa global contínuo em projeção equiretangular. A borda oeste conecta-se à borda leste, e nenhuma feição deve ser dividida ontologicamente apenas porque cruza a costura de ±180°.

O atlas atual combina três conjuntos principais:

  • mapa hipsométrico, usado para relevo e altimetria;
  • malha tectônica, com oito placas atuais e seus vetores de movimento;
  • máscara oceano–terra, que fixa a distribuição superficial atual.

Essas camadas devem permanecer espacialmente compatíveis entre si para que tectônica, relevo, drenagem e oceanografia possam ser derivados do mesmo planeta em vez de mapas independentes.

O mapa hipsométrico canônico usa curvas de nível com intervalo vertical de 3 km. Essa resolução é suficiente para reconhecer grandes cinturões montanhosos, bacias, planaltos e depressões de escala continental.

A altitude absoluta final dos picos mais altos ainda está em calibração. Da mesma forma, o relevo fino existente entre curvas consecutivas não deve ser tratado como totalmente resolvido.

Cinco blocos continentais convergem em um amplo sistema colisional. Vários máximos topográficos coincidem com zonas de sutura e margens convergentes, o que sustenta a interpretação de orogenia ativa, espessamento crustal e construção continuada de grandes relevos.

As placas oceânicas P01 e P04 alimentam zonas de subducção em setores opostos do planeta, enquanto P02 atua como um indenter rotacional. A topografia global deve preservar essas relações causais.

A superfície atual é dominada por terra emersa:

CoberturaFração
Terra emersa66,63%
Oceano33,37%

Com raio médio de 6.881 km, isso corresponde a uma superfície planetária total derivada de aproximadamente 594,99 milhões de km² e área oceânica de aproximadamente 198,57 milhões de km².

O oceano mundial é quase totalmente conectado, apesar da grande barreira continental em baixas e médias latitudes.

Atualmente, o atlas permite trabalhar com segurança em escala global sobre:

  • limites de placas;
  • natureza continental, oceânica ou mista das placas;
  • vetores cinemáticos atuais;
  • grandes cinturões convergentes;
  • proporção oceano–terra;
  • conectividade geral do oceano;
  • curvas hipsométricas de 3 km;
  • grandes máximos e mínimos de relevo.

Permanecem em refinamento:

  • altitude absoluta final dos maiores picos;
  • relevo sub-3 km entre curvas;
  • rede hidrográfica definitiva;
  • nomenclatura oficial de bacias e unidades de relevo;
  • circulação oceânica detalhada;
  • integração climática regional;
  • versão final de alta resolução do mapa físico.

Novas camadas devem ser derivadas do mesmo referencial global e preservar a topologia já fixada. Quando um resultado vier de cálculo, interpolação ou processamento de DEM, ele deve ser identificado como derivado até que seja explicitamente promovido a cânone.

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