Os nove biomas de Nalura
Nalura possui nove grandes biomas. A fronteira entre eles acompanha o processo que reorganiza comunidade, produtividade, solo, água ou conectividade. Ecótonos podem formar faixas amplas sem alterar a contagem continental.
| Código | Bioma | Motor dominante |
|---|---|---|
| NLR-B01 | Várzeas e Rios de Nalura | pulso de cheia e conectividade lateral |
| NLR-B02 | Complexo Estuarino-Costeiro | mistura flúvio-marinha e maré |
| NLR-B03 | Florestas Úmidas de Terra Firme | água persistente com drenagem suficiente |
| NLR-B04 | Complexo Palustre Interior | hidroperíodo, saturação e anoxia edáfica |
| NLR-B05 | Complexo Lacustre dos Grandes Lagos | limnologia de grande bacia |
| NLR-B06 | Complexo do Mar Interior de Tyrna | troca marinha restrita e aporte continental |
| NLR-B07 | Complexo Montano Nalurano | altitude, exposição e orografia |
| NLR-B08 | Complexo Sazonal de Sotavento Nalurano | déficit hídrico recorrente |
| NLR-B09 | Complexo Tundrário Austral de Nalura | limitação térmica zonal em baixa altitude |
B01 — Várzeas e Rios
Seção intitulada “B01 — Várzeas e Rios”Canais principais, braços, ilhas, diques naturais e florestas aluviais formam uma rede cuja conectividade cresce durante as cheias e se fragmenta na vazante. Migração aquática, transporte de sedimento, produção de margens e manejo humano respondem a esse pulso.
B02 — Complexo Estuarino-Costeiro
Seção intitulada “B02 — Complexo Estuarino-Costeiro”Cursos inferiores, canais de maré, lodaçais, mangues e bancos rasos funcionam sob mistura de água continental e marinha. A posição da frente salina e a circulação reversível definem conectividade e berçários.
B03 — Florestas Úmidas de Terra Firme
Seção intitulada “B03 — Florestas Úmidas de Terra Firme”Interflúvios, encostas úmidas, baixadas drenadas e clareiras mantêm uma matriz lenhosa onde a disponibilidade de água sustenta dossel e reciclagem rápida. Setores de déficit sazonal persistente pertencem a B08.
B04 — Complexo Palustre Interior
Seção intitulada “B04 — Complexo Palustre Interior”Brejos, pântanos, solos saturados e margens palustres entram em B04 quando hidroperíodo e anoxia edáfica passam a comandar a comunidade, mesmo dentro de outra matriz climática.
B05 — Complexo Lacustre dos Grandes Lagos
Seção intitulada “B05 — Complexo Lacustre dos Grandes Lagos”Dois grandes lagos formam polígonos limnológicos independentes. Margens saturadas podem pertencer a B04 e deltas ativos a B01. Seus nomes próprios e a batimetria absoluta permanecem em aberto.
B06 — Mar Interior de Tyrna
Seção intitulada “B06 — Mar Interior de Tyrna”Tyrna é uma bacia marinha semi-restrita. O portal setentrional concentra renovação oceânica; frentes de mistura, deltas e bancos rasos concentram produtividade; baías protegidas e fundos profundos podem estratificar localmente.
O regime biogeográfico é de conectividade marinha estrangulada. O portal mantém intercâmbio e simultaneamente funciona como filtro, favorecendo diferenciação entre populações oceânicas, do portal, da bacia e de baías ou deltas.
B07 — Complexo Montano
Seção intitulada “B07 — Complexo Montano”Baixo-montano, montano úmido, faixas de nuvens, alto-montano e exposições extremas formam um único orobioma. A conectividade acompanha cristas e vertentes, enquanto altitude pode produzir insularização ecológica.
B08 — Complexo Sazonal de Sotavento
Seção intitulada “B08 — Complexo Sazonal de Sotavento”Florestas sazonais, bosques abertos, campos, savanas e arbustais semixerófilos pertencem a uma mesma arquitetura quando o déficit hídrico recorrente reorganiza a paisagem. Fogo pode atuar como processo secundário onde combustível e ignição sustentam esse regime.
B09 — Complexo Tundrário Austral
Seção intitulada “B09 — Complexo Tundrário Austral”Arbustais anões, campos frios, criptógamas, tundra pedregosa e tundra úmida ocupam baixas terras austrais onde o frio limita a duração da atividade biológica e impede a floresta alta contínua de dominar regionalmente.
Interfaces
Seção intitulada “Interfaces”Rios atravessam matrizes terrestres como B01; depressões saturadas podem formar B04 dentro de outras unidades; a transição B03–B08 acompanha a duração do déficit hídrico; a transição B07–B09 troca o controle altitudinal pelo controle térmico zonal.
Cartografia
Seção intitulada “Cartografia”O mapa físico canônico permanece a autoridade espacial primária. Modelos climáticos e rasters QGIS servem como diagnóstico de coerência. Os polígonos finais de B03, B07, B08 e B09 ainda recebem refinamento manual sobre a geometria autoral.