Pular para o conteúdo

Plano corporal e anatomia de Hexapterygia

Hexapterygia surgiu em um único evento fundador, quando caótons do sangue divino reorganizaram uma população costeira de peixes de nadadeiras lobadas. A novidade estrutural decisiva foi a duplicação estável da região peitoral, que originou seis membros totais.

O plano corporal basal possui três pares:

  • Par I — anterior: primeiro par derivado da região peitoral;
  • Par II — médio: segundo par derivado da duplicação peitoral;
  • Par III — posterior: par correspondente ao eixo pélvico ancestral.

Asas, braços, nadadeiras, élitros, superfícies de apoio e estruturas vestigiais devem ser interpretados a partir dessas homologias. Formas visualmente semelhantes podem ter origens anatômicas diferentes.

O ancestral-corona de Hexapterygia era aquático, costeiro, bilateral e predominantemente ectotérmico. Possuía:

  • brânquias e bexiga natatória;
  • escamas e chifres ainda pequenos;
  • três pares de apêndices;
  • fecundação externa e oviparidade;
  • desenvolvimento direto;
  • caótons estáveis no sangue;
  • magia difusa e reativa, ainda sem manipulação deliberada;
  • ausência de sapiência.

Ichthyodraconia preservou a condição aquática e as brânquias. O ramo adquiriu alongamento corporal e endotermia hemocaotônica parcial; linhagens derivadas alcançam temperaturas centrais muito elevadas.

Eudraci converteu a bexiga natatória em pulmões e as nadadeiras lobadas em membros capazes de sustentar o corpo fora da água. A fecundação tornou-se interna, e a oviparidade com desenvolvimento direto permaneceu a condição basal.

Metadraconia perdeu o Par I como conjunto de membros funcionais e desenvolveu um segundo coração.

  • Mesodraconia conservou os pares II e III; o Par II deslocou-se cranialmente e assumiu a função de membro anterior.
  • Didraconia perdeu posteriormente o Par II e manteve apenas o Par III como pernas verdadeiras. Suas estruturas de voo, planagem e apoio são secundárias.

Não se deve presumir homologia apenas pela função. Surgiram independentemente:

  • voo e planagem;
  • retornos secundários ao meio aquático;
  • diferentes formas de regulação térmica;
  • magia divina inata;
  • bioluminescência;
  • fotossimbiose e outras simbioses;
  • reforço mineral de tecidos;
  • desenvolvimento indireto.

A filogenia fixa homologias e caracteres diagnósticos, mas não encerra:

  • dimensões corporais de cada espécie;
  • variação sexual, etária e regional;
  • histologia comparada;
  • biomecânica quantitativa;
  • fisiologia energética detalhada;
  • anatomia interna completa de cada gênero.