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Ciclos cosmológicos

A história cosmológica organiza-se em Ciclos Maiores, compostos por uma alternância de Domínios Menores de Inanis e de Caos.

Na transição para Inanis, toda criação alcançável é apagada por destruição verdadeira.

Durante seu governo:

  • não existe criação;
  • Caos dorme completamente;
  • permanecem apenas estruturas e entidades que Inanis não consegue apagar;
  • sobreviventes internos dependem de proteção ontológica específica;
  • seres que deixaram o universo de Calimera também podem sobreviver.

Inanis não poupa por escolha. Proteção contra sua aniquilação não equivale a invulnerabilidade contra outras forças.

Limbo conserva registros do que foi apagado, mas registro não significa continuidade da pessoa ou do mundo.

Durante o governo de Caos, Inanis dorme completamente, embora conhecimento possa vazar dele de modo inconsciente.

Ao despertar, Caos inicia automaticamente uma criação nova e independente. O começo e a configuração inicial são involuntários; depois, Caos pode modificar a realidade.

Os arquivos de Limbo não servem de molde.

Funções cosmologicamente indispensáveis reaparecem, mas suas novas versões não conservam identidade ou memória. Outras pessoas, lugares, espécies e deuses podem reaparecer de modo imprevisível, desaparecer ou surgir pela primeira vez.

Recorrência não é ressurreição.

Cada Ciclo Maior atravessa uma quantidade extrema de Domínios Menores até alcançar seu último Domínio de Caos. O desfecho depende da realização ou não do ritual de recomposição de Alatus.

Base canônica: Bíblia Cosmológica de Calimera v1.0, seção 8.