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Formulação do Verbo

Qualquer ser pensante pode aprender magia. Não existe exigência universal de linhagem, espécie, sangue ou autorização inata.

Uma operação do Verbo pode ser codificada por:

  • fala;
  • escrita;
  • pensamento;
  • movimento corporal;
  • gestos convencionais;
  • desenhos e diagramas;
  • símbolos;
  • arranjos materiais;
  • máquinas.

Esses meios podem ser combinados. Componentes “verbal”, “gestual” e “material” são descrições práticas de partes da formulação, não leis universais separadas.

Uma fórmula pronta pode ser executada por repetição. O operador precisa reproduzir adequadamente sua estrutura, mas não compreender todas as razões internas do efeito.

Isso permite:

  • liturgias;
  • inscrições de uso fixo;
  • objetos ativáveis;
  • receitas rituais;
  • técnicas populares transmitidas oralmente.

Mudar alvo, duração, intensidade, área, condição ou custo exige compreender a parte correspondente. Substituir palavras sem compreender a estrutura pode não alterar nada ou pode alterar a regra errada.

Criar magia nova é pesquisa ontológica. O formulador precisa conhecer:

  1. a relação que deseja manipular;
  2. o estado inicial;
  3. a transformação permitida;
  4. o custo, quando houver;
  5. as condições de término;
  6. as restrições impostas pelo núcleo inviolável.

Base canônica: Bíblia Cosmológica de Calimera, seção 7.1; Manuscrito das Cinzas, seção 4.1.